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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Revolução Inglesa - Hobbes e Locke

Revolução Inglesa – Hobbes e Locke

Dois grandes pensadores políticos do ocidente viveram de perto os acontecimentos da revolução Inglesa, que se estendeu de 1640 até 1689.As transformações ocorridas na Inglaterra do século XVII são evidentes nas obras de Thomas Hobbes e John Locke. Os dois adotaram posições diferentes em relação à queda do poder absolutista inglês, e suas teorias políticas influenciaram diversas discussões posteriores.
Thomas Hobbes (1588 – 1679) saiu da Inglaterra durante a Guerra Civil travada entre os Cavaleiros e os Cabeças Redonda, foi professor do filho de Carlos I na França e tornou – se próximo da corte dos Stuart.Durante o seu exílio na França, escreveu Leviatã, uma de suas principais obras políticas, e, quando o poder dos Stuart foi restaurado, já vivia na Inglaterra.Curiosamente, algumas de suas obras foram censuradas por seu antigo aluno, o rei Carlos II.
John Locke nasceu em 1632, e seus pais participaram da Guerra Civil lutando pelas tropas do parlamento. Quando Hobbes escreveu Leviatã, Locke tinha aproximadamente 18 anos e ainda era estudante.Viajou bastante pela Europa durante a Republica de Cromwell e os reinados de Carlos II e Jaime II, e as críticas ao Absolutismo tornaram-se muito evidentes em seus textos. Retornou à Inglaterra após a Revolução Gloriosa e era muito próximo de Guilherme de Orange, que assumiu o trono após a deposição de Jaime II.
Hobbes defende o poder absoluto do soberano pela força e o Estado é essencial para manter a paz entre os seres humanos; o poder político é apresentado como o poder de um pai sobre o filho, que o subjuga por poder destruí – lo. Há uma justificativa pragmática e racional da existência do Estado, trata – se de adquirir o poder por meio da “força natural” de um pai sobre um filho, por exemplo, ou por meio da guerra.
O pensamento de Hobbes está vinculado ao Antigo Regime, que no século XVII foi alvo de Críticas e enfrentamentos na Inglaterra.

ILUMINISMO

Iluminismo

Embora não seja o único movimento cultural do século XVIII, pode - se dizer que o Iluminismo é aquele que mais o influenciou.
Para os iluministas, o desenvolvimento da consciência é o único modo de se alcançar a liberdade e fugir da servidão espiritual. A razão é fundamental para a libertação do ser humano das amarras que o prendem, sobretudo da dominação política e da tirania religiosa. É por meio da razão que os seres humanos se libertam do mundo dos mitos, da magia, das superstições, deixando – se conduzir ao domínio de si. O iluminismo foi um movimento filosófico-cultural, com inserção em diferentes campos da vida humana (Arte, Filosofia, História, Economia, Física etc), marcando o século XVIII europeu e exercendo fortes influencias em países como Inglaterra, França e Alemanha, e também Itália, Portugal e outros.
Caracterizado pela crença no racionalismo e no otimismo em relação à ciência e a técnica, advinda, principalmente, do Renascimento do século XVI e do Racionalismo do século XVII, o ideário do Iluminismo constitui as bases das diferentes ciências nos séculos seguintes. Sua concepção desenvolvimentista e evolucionista de ser humano e do mundo exerceu fortes influências em diferentes áreas do conhecimento humano, apregoando idéias de orientação da evolução humana, com vistas ao desenvolvimento de estados sucessórios e ascendentes e à concretização de etapas definitivas ao findar esse mesmo desenvolvimento. O conhecimento cientifico e tecnológico foi entendido pelo iluminista como forma de transformação para a melhoria do mundo.
Em meio a processos de secularização (enfraquecimento do poder da religião como organizador da vida)de algumas sociedades européias, em especial a francesa,a razão iluminista elegeu o Estado absolutista e o cristianismo como alvos de uma crítica contundente. Da religião à razão, do mundo imaterial ao material essa passagem foi sempre associada às idéias de civilização e progresso. Mesmo considerando as especificidades do Iluminismo em cada país, pode-se dizer, em síntese que a razão iluminista influenciou profundamente o pensamento ocidental em relação a diversas questões: defesa de diretos naturais e inalienáveis do ser humano, desconfiança absoluta dos poderes naturalmente instituídos por hereditariedade ou por direito divino, descrenças nas explicações míticas e religiosas das humanas. Além de influenciar, sobremaneira, o pensamento ocidental, esses aspectos do iluminismo forneceram as bases teóricas para os movimentos revolucionários que foram seus contemporâneos, assim como para outros, que o sucederam.